Mês do Orgulho LGBTQIA+ / Pride Month

No Mês do Orgulho LGBTQIA+, conheça um pouco sobre esse importante movimento político e social, o porque a data é comemorada no mês de Junho e saiba como foi criada a bandeira arco-íris.



O significado de cada letra da sigla LGBTQIA+



LGBTQIA+ é o movimento político e social que defende a diversidade e busca mais representatividade e direitos para a comunidade. A sigla representa a sua luta por mais igualdade e respeito à diversidade.


Entenda agora um pouco sobre o significado de cada letra da sigla LGBTQIA+:


L = Lésbicas

São mulheres que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outras mulheres.


G = Gays

São homens que sentem atração afetiva/sexual pelo mesmo gênero, ou seja, outros homens.


B = Bissexuais

Diz respeito aos homens e mulheres que sentem atração afetivo/sexual pelos gêneros masculino e feminino.


T = Transexuais

A transexualidade não se relaciona com a orientação sexual, mas se refere à identidade de gênero. Dessa forma, corresponde às pessoas que não se identificam com o gênero atribuído em seu nascimento.


Q = Queer

Pessoas com o gênero 'Queer' são aquelas que transitam entre as noções de gênero, como é o caso das drag queens. A teoria queer defende que a orientação sexual e identidade de gênero não são resultado da funcionalidade biológica, mas de uma construção social.


I = Intersexo

A pessoa intersexo está entre o feminino e o masculino. As suas combinações biológicas e desenvolvimento corporal - cromossomos, genitais, hormônios, etc - não se enquadram na norma binária (masculino ou feminino).


A = Assexual

Assexuais não sentem atração sexual por outras pessoas, independente do gênero. Existem diferentes níveis de assexualidade e é comum que estas pessoas não veem as relações sexuais humanas como prioridade.


+

O + é utilizado para incluir outros grupos e variações de sexualidade e gênero. Aqui são incluídos os pansexuais, por exemplo, que sentem atração por outras pessoas, independente do gênero.

A importância da sigla

Para alguns, LGBTQIA+ pode ser apenas letras, mas o intuito é que um número cada vez maior de pessoas se sintam representadas pelo movimento e as suas pautas defendidas na sociedade. Cada letra representa um grupo de pessoas na sociedade que sofrem diferentes tipos de violência simplesmente pelo fato de não se adequarem aquilo que foi normatizado como sendo o normal na sociedade.



Junho - O mês em que é comemorado o Orgulho LGBTQIA+.



No mês de junho é comemorado mundialmente o orgulho LGBTQIA+. Esse mês não foi escolhido por acaso, isso porque foi em junho de 1969 que ocorreu a histórica Rebelião de Stonewall, nos Estados Unidos.


Stonewall Inn é o nome de um bar em Nova York (o bar ainda existe até hoje), que na década de 60 era muito popular entre a comunidade LGBTQIA+.


Na data de 28 de junho de 1969 policiais invadiram o bar e prenderam vários frequentadores, em especial travestis e drag queens.


Como reposta, gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentaram os policiais e iniciaram uma rebelião que lançaria as bases para o movimento pelos direitos LGBT nos Estados Unidos e no mundo.


O episódio ficou conhecido como Stonewall Riot (Rebelião de Stonewall),durou cerca de seis dias e foi uma resposta às ações arbitrárias da polícia, que rotineiramente promovia batidas e revistas humilhantes em bares gays de Nova Iorque.


É considerado o marco zero do movimento LGBTQIA+ contemporâneo e, por isso, o Dia Internacional do Orgulho é comemorado mundialmente em 28 de junho. É uma data para celebrar vitórias históricas, mas também para relembrar que ainda há um longo caminho a ser percorrido.


Em 24 de junho de 2016, o presidente Barack Obama transformou o bar Stonewall num monumento nacional, o primeiro monumento norte-americano a homenagear as contribuições dos homossexuais aos Estados Unidos.


É por esse motivo que vários lugares celebram e comemoram a data por meio das Paradas LGBTQIA+ durante o mês de Junho.




Conheça um pouco sobre a história de criação da Bandeira LGBTQIA+



A bandeira representativa da Comunidade LGBTQIA+ com referência as cores do Arco-íris foi apresentada pela primeira vez ao público durante a Parada do Orgulho Gay nos Estados Unidos na data de 25 de junho de 1978.


A autoria da Bandeira LGBTQIA+ é de Gilbert Baker, um militar dispensado com honras do exército, morador de São Francisco/Califórnia. Após aprender a costurar por conta própria, ele usou a habilidade para criar pôsteres para marchas de protesto anti-guerra e a favor dos direitos LGBT.


Foi durante esse período que ele se tornou amigo de Harvey Milk, o primeiro parlamentar abertamente homossexual da história dos Estados Unidos a lutar pelos direitos da comunidade. Sendo assim, Baker passou naturalmente a se envolver mais com o movimento.


Sendo assim, com o fortalecimento e organização da causa a partir da década 70, Harvey Milk, acreditava que era importante a criação de um símbolo oficial representativo para a comunidade LGBTQIA+.


Sabendo dos dons e criatividade de Baker, Milk solicitou a ele que desenhasse um ícone para a comunidade.


As inspirações de Gilbert ao iniciar os trabalho foram na comunidade hippie que veneravam o arco-íris como um símbolo da paz, além do hit mundial "Somewhere Over the rainbow" principalmente na mensagem de sua letra que fala que “além do arco-íris existe um lugar muito bom, onde pássaros azuis voam e os sonhos se tornam realidade”.


É por isso que a bandeira LGBTQIA+ faz clara referência ao Arco-íris/rainbow. Contudo, é importante ressaltar que as cores não são exatamente as mesmas do fenômeno natural. Isso porque em sua versão atual é formada no total por 6 listras horizontais de cores diferentes, cujo objetivo é representar a diversidade humana em todos os seus aspectos.


Vale ressaltar também que cada cor tem um significado/representatividade específico:




Gilbert Baker contou com o apoio de trinta voluntários que tingiram a mãos e costuraram as duas primeiras bandeiras para o desfile. Após a finalização, as duas bandeiras foram hasteadas para secar no último andar de uma galeria de um centro da comunidade gay em São Francisco.




Dessa forma, a bandeira arco-íris se tornou um poderoso símbolo, com o objetivo de trazer a visibilidade a um grupo de pessoas muito marginalizadas na sociedade, afinal de contas vale lembrar que a essência das bandeiras são sobre proclamar poder, força e união.


Falando sobre sua criação, Baker disse que queria transmitir a ideia de diversidade e inclusão, usando "algo da natureza para representar que nossa sexualidade é um direito humano".


O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) adquiriu no ano de 2015 a bandeira para o seu acervo, referindo-se a ela como um poderoso marco do design moderno.


"Decidi que tínhamos de ter uma bandeira, que uma bandeira nos encaixasse em um símbolo, o de que somos pessoas, um tribo", disse Baker ao museu em uma entrevista.


Seu uso está cada vez mais abrangente tanto na arquitetura, nas artes plásticas e até mesmo no grafite, como é o caso dos murais da artista brasileira Rafa Monteiro.



A bandeira arco-íris também é atualmente utilizada na moda como uma tendência de estampa que está constantemente como trend. Na moda praia tem servido de inspiração para looks que aliam o colorido que são a cara do verão com a representatividade da causa.




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